Janet Malcolm, uma das mais importantes jornalistas americanas do século XX, escreveu oito livros, baseados em labirínticas reportagens publicadas na revista The New Yorker. Seu assunto pode ser o legado de escritores como Anton Tchekhov, Gertrude Stein e Sylvia Plath, a disputa pelo acesso aos arquivos de Freud ou processos judiciais que causaram comoção nos Estados Unidos, como em O jornalista e o assassino, em que narra a história de um médico, Jeffrey MacDonald, que, condenado pelo assassinato da esposa e das duas filhas, moveu um processo inaudito contra um jornalista que escrevera um livro sobre ele com base em entrevistas feitas durante o julgamento e na prisão. Colocando em pauta temas tão polêmicos quanto a ética do jornalismo e a liberdade de imprensa, o livro de Malcolm tornou-se um clássico instantâneo sobre a relação entre jornalismo e poder.
Lançado pela Companhia das Letras em 1990, O jornalista e o assassino inaugura, com posfácio de Otavio Frias Filho, as edições da Coleção Jornalismo Literário no selo Companhia de Bolso.
Opinião do leitor
A edição que eu li foi a de 1990, capa branca. Peguei esse livro na biblioteca da minha faculdade.
Quando peguei o livro para ler, pensei “Vou ler um pouco e sei que vou largar daqui a pouco”.
Mas não consegui parar de ler, quase perco o ponto de ônibus que eu ia descer.
Não sou da área de jornalismo, mas achei o livro muito interessante. Comecei a questionar não só sobre a ética do jornalismo, mas a ética em questões mais amplas.
O que eu mais gostei desse livro é como ele é bem escrito, uma linguagem mais acessível para leigos como eu.