"Lá dentro havia pessoas com frio e cansadas... como ele"
Stephen Michael King é um dos mais premiados autores contemporâneos de literatura infantil. Escritor de livros como
O Homem que Amava Caixas e coautor de outros como
A Árvore Magnífica (junto com o também incrível Nick Bland), tem em seus traços e na simplicidade com que aborda temas complexos suas principais características.
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"Vira-Lata" / Stephen Michael King (texto e ilustrações)[/caption]
Dono de um olhar apurado e de muita sensibilidade, ele, que se apaixonou ainda criança pelos livros ilustrados pelas mãos da mãe professora e do pai, encontrou nessa linguagem um lugar para (re) conhecer e expressar o mundo. Stephen virá ao Brasil entre os dias 7 e 11 de novembro. Por isso, o
Blog da Brinque está com uma cobertura especial sobre esse autor também tão especial.
Além de uma entrevista exclusiva já publicada e da cobertura da agenda de Stephen no Brasil, que inclui bate-papo nas livrarias Nove. Sete e da Vila, em São Paulo, e participações na Feira do Livro, em Porto Alegre, vamos publicar aqui as resenhas de todos os 15 livros do autor já publicados pela
Brinque por aqui.
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"Vira-Lata" / Stephen Michael King (texto e ilustrações)[/caption]
Começando por
Vira-Lata, vencedor do selo
Acervo Básico da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e uma das mais bonitas metáforas da literatura de Stephen que, como ele mesmo nos contou, sentiu-se, por muito tempo, "como um vira-lata", sem ter "seu lugar no mundo".
Conta a história de um cãozinho corajoso, rápido e esperto, que precisa ser tudo isso apenas para sobreviver. Ele morava numa grande cidade, e não era de ninguém. Um dia, chegou por acaso a um abrigo para moradores de rua. Logo se identificou com as pessoas que estavam lá, sem comida e sem lar, como ele.
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"Vira-Lata" / Stephen Michael King (texto e ilustrações)[/caption]
Embora não pudesse ficar, uma funcionária do lugar resolveu dar a ele comida e abrigo por pelo menos uma noite e, desse encontro nasceu uma amizade profunda, que mudou a vida de ambos.
Qual era o lugar de um cão sem afeto e sem dono no mundo? O amor de uma família que o acolheu exato como era -e porque era- ajudou-o a encontrar a resposta.
Sucesso entre leitores de todas as idades -está na 14.a reimpressão-, tornou-se um clássico do autor por tocar em tantos temas delicados com uma história simples, escrita de forma ainda mais simples. Do abandono à sensação de desajuste; da correria da cidade aos sem-teto; do amor à solidariedade; do acolhimento metafórico -uma cama quente numa noite de chuva- ao afetivo.
"Certa noite, ele encontrou um abrigo"