
Implosão
21/02/2017Graças a Deus o mundo não precisa do que escrevo, nem do que estou escrevendo agora ou do que já escrevi
Graças a Deus o mundo não precisa do que escrevo, nem do que estou escrevendo agora ou do que já escrevi
Quando percebi que se eu queria só ouvir histórias de alguém, eu poderia muito bem providenciar audiolivros.
Aliás, se é pra mandar livraria de calçada, pode mandar umas… duzentas? Pro Brasil todo?
Não sei como eu responderia às aulas de Zsuzsi se não tivesse me encantado por Hemingway um tempo atrás.
Quando eu tinha nove anos, a psicóloga da família avisou minha mãe que eu era uma criança sensível demais e precisaria de acompanhamento pelo menos até o fim da adolescência. E escrever foi parte disso. Não foi consequência. Mas fez parte.
As ideias de mulheres foram vetadas por séculos. O direito ao voto feminino só surgiu no Brasil em 1932. Não tem cem anos. Minha avó se lembra de quando ela não podia votar. Se o voto não era permitido, o que dizer de pôr sua opinião em papel?
Eu sou Isabel Moustakas.
Mas artista é tudo vagabundo mesmo.
Tu sabe que comecei a me relacionar com outros muito cedo. Uma geração que nasceu ouvindo a lenga-lenga toda de globalização, uma geração de anjos alfabetizados em inglês.